
A hidrocefalia ocorre quando há acúmulo de líquor nos ventrículos cerebrais. Pode causar sintomas como dor de cabeça, náuseas, sonolência, alteração da marcha, perda de memória ou incontinência urinária.
A hidrocefalia é o acúmulo anormal de líquor, o líquido que circula dentro e ao redor do cérebro e da medula. Quando esse líquido se acumula nos ventrículos cerebrais, pode aumentar a pressão ou alterar o funcionamento do cérebro.
Os sintomas variam conforme a idade, a velocidade de instalação e o tipo de hidrocefalia. Em alguns casos, podem ocorrer dor de cabeça, náuseas, vômitos, sonolência, visão turva, piora neurológica ou alteração do nível de consciência.
Em adultos mais velhos, uma forma importante é a hidrocefalia de pressão normal. Ela pode causar uma combinação de dificuldade para caminhar, declínio cognitivo e alterações urinárias. Muitas vezes, esses sintomas são confundidos com envelhecimento, problemas ortopédicos ou doenças neurológicas degenerativas.
O diagnóstico envolve história clínica, exame neurológico e exames de imagem, como tomografia e ressonância magnética. Em situações selecionadas, testes de drenagem de líquor podem ajudar a prever resposta ao tratamento.
O tratamento depende da causa. A derivação ventriculoperitoneal, conhecida popularmente como válvula, é uma das cirurgias mais utilizadas para drenar o excesso de líquor para outra região do corpo, geralmente o abdome.
Em alguns tipos de hidrocefalia obstrutiva, a neuroendoscopia com terceiroventriculostomia endoscópica pode ser uma alternativa. A escolha entre válvula, neuroendoscopia ou acompanhamento depende da anatomia, da causa da hidrocefalia e do quadro clínico.
Quando bem indicada, a investigação da hidrocefalia pode mudar de forma importante a qualidade de vida, especialmente nos casos em que a marcha, a memória e o controle urinário estão sendo afetados.