

Dor cervical crônicaA dor cervical crônica é a dor persistente na região do pescoço por mais de 12 semanas. Muitas vezes começa como rigidez, peso nos ombros ou desconforto ao trabalhar, dirigir ou usar o celular. Em alguns casos, porém, pode estar relacionada a hérnia de disco cervical, artrose cervical, compressão de nervos ou estreitamento do canal cervical.
O mais importante não é apenas encontrar uma alteração na ressonância, mas entender se ela realmente explica os sintomas e se existe risco neurológico.
Dor no pescoço é comum. Mas nem toda dor deve ser tratada como “normal”. Procure avaliação especializada quando houver:
Esses sinais podem indicar radiculopatia cervical, mielopatia cervical ou outra condição que precisa de investigação mais cuidadosa.
A dor cervical pode ter origem muscular, postural, degenerativa, inflamatória ou neurológica. Entre as causas mais frequentes estão:
Em muitos pacientes, a dor é multifatorial: envolve coluna, musculatura, sono, rotina, ergonomia, atividade física e sensibilidade do sistema nervoso à dor.
A avaliação começa com uma boa conversa clínica e exame neurológico. A ressonância magnética da coluna cervical pode ser indicada quando há sintomas persistentes, dor irradiada, sinais neurológicos ou suspeita de compressão da medula ou das raízes nervosas.
Radiografias podem ajudar a avaliar alinhamento e instabilidade. A tomografia é útil em alterações ósseas. A eletroneuromiografia pode ser considerada em casos selecionados de dor irradiada, formigamento ou dúvida sobre compressão nervosa.
Na maioria dos casos, o tratamento começa de forma conservadora, com medidas combinadas e individualizadas:
A cirurgia pode ser considerada quando há compressão neurológica importante, déficit de força, mielopatia cervical, dor irradiada refratária ou falha do tratamento conservador com correlação clara entre sintomas, exame físico e imagem.
Se a dor cervical está limitando sua rotina, irradiando para o braço ou acompanhada de formigamento, fraqueza ou perda de coordenação, a avaliação com neurocirurgiã pode ajudar a definir o diagnóstico e evitar tratamentos genéricos ou atrasos desnecessários.
A coluna cervical protege a medula e as raízes nervosas. Por isso, a investigação correta busca responder três perguntas: de onde vem a dor, existe compressão neurológica e qual é o tratamento mais seguro para aquele caso?