

Tumores na colunaTumor de coluna não é um diagnóstico único. A lesão pode estar na vértebra, dentro do canal, nas meninges, nas raízes nervosas, na cauda equina ou dentro da própria medula.
Alguns tumores são benignos. Outros são malignos. Outros representam metástases, quando um câncer de outro órgão acomete a coluna. Mesmo lesões benignas podem causar sintomas relevantes se comprimirem a medula ou raízes nervosas.
Nesses casos, a investigação costuma incluir ressonância magnética. A tomografia pode ajudar a avaliar osso, fratura, destruição vertebral e estabilidade.
Tumores vertebrais podem comprometer a estabilidade da coluna. Tumores intradurais extramedulares, como meningiomas e schwannomas, podem comprimir medula ou raízes. Tumores intramedulares, como ependimomas e astrocitomas, nascem dentro da medula e exigem planejamento ainda mais delicado.
Por isso, uma das perguntas mais importantes é: onde está a lesão em relação à medula e às raízes?
A coluna é um local frequente de metástases em pacientes com câncer. Mama, próstata, pulmão, rim, tireoide e mieloma estão entre as doenças que podem acometer a coluna.
O tratamento depende de três pontos centrais: existe compressão neurológica? A coluna está estável? Como está o controle da doença oncológica no restante do corpo? A decisão costuma envolver neurocirurgia, oncologia e radioterapia.
Meningiomas, schwannomas, hemangiomas vertebrais e outros tumores podem ter comportamento benigno. Mesmo assim, quando crescem em áreas estreitas, podem causar dor, compressão neural, perda de força ou alteração da marcha.
O tratamento pode envolver acompanhamento, cirurgia, biópsia, radioterapia, radiocirurgia, tratamento oncológico ou controle de dor. A conduta depende do tipo de lesão, sintomas, crescimento, estabilidade e risco neurológico.